Apesar de ter votado favorável a proibição do passaporte da vacina Wilson Santos acredita que só o STF pode decidir

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) afirmou, na última quinta-feira (6), que a provação do projeto que proíbe a exigência do passaporte da vacina contra a Covid-19 em estabelecimentos públicos e privados em Mato Grosso ‘não deve valer de nada.

A matéria foi votada na sessão ordinária de ontem sob forte debate entre os parlamentares e a presença de comerciantes nas galerias do parlamento. Foram quatro votos contrários à proposta. São eles: Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Allan Kardec (PDT) e Paulo Araújo (PP).

Apesar de ter votado favorável, Wilson garante que o assunto foi perda de tempo. Visto que, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão de exigir ou não o passaporte da vacina cabe ao Governo do Estado e às Prefeituras dos municípios.

“Teve bate-boca para algo que não vai valer absolutamente nada. Porque há uma decisão do Supremo Tribunal Federal dando aos governadores e aos prefeitos as prerrogativas para decidirem se exigem ou não esse cartão de vacinação. Eu não subi a tribuna, não usei a palavra, fiquei ali vendo, aquilo foi surreal. A galeria com 50 pessoas gritando e às vezes até ofendendo parlamentares que pensavam diferentes”, disse Santos em entrevista ao Jornal do Meio-dia.

Santos destacou que o projeto segue em pauta na Assembleia e reforçou que, mesmo que seja aprovado em 2ª votação, o trabalho dos colegas será “em vão”. “Mas, isso não vai valer de nada porque quem decide se terá ou não exigência do passaporte da vacina é o prefeito. Ainda teremos a segunda votação, se passar o governador já anunciou que vai vetar. Então, perdemos muito tempo”, acrescentou o deputado.

 

Rufando Bombo

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