• 23 de outubro de 2019

Vendedores de comida de rua denunciam privatização de praças Da Capital, para grandes comerciantes

A Associação Cuiabana de Comida de Rua (ACCR) convocou os vendedores de comida de rua que comercializam produtos como água de coco, pipoca, churros, picolé, sucos, lanches, salgadinhos, refrigerantes, doces, frutas, para uma assembleia da categoria nesta segunda-feira (04/06), às 17 horas, na Praça Alencastro.

Segundo Marlene Barbosa, presidente da ACCR, o objetivo da reunião é aprovar o encaminhamento ao Ministério Público de denúncias que dão conta que está havendo uma espécie de privatização das Praças Alencastro e Ipiranga. Ela explica também que outro objetivo é mobilizar a categoria para lutar pelo direito ao trabalho e pedir apoio à população.

“A Prefeitura repassou o gerenciamento da Praça Alencastro de forma ilegal para grandes comerciantes. Essa situação está prejudicando os pequenos vendedores de comida de rua, como por exemplo o nosso companheiro Benilton que vendia água de coco há mais de 18 anos na praça usando crachá emitido pela Secretaria Municipal de Trabalho. Além disso, os guardas contratados pelos comerciantes para cuidar da praça já entraram na justiça trabalhista por não terem recebido os seus salários. Vamos levar esse caso ao Ministério Público, pois pelo que sabemos não foi firmado nenhum convênio de parceria com o setor privado para administrar a Praça Alencastro”, disse Marlene.

A presidente da ACCR disse ainda que o prefeito Emanuel Pinheiro se reuniu com os vendedores ambulantes de comida de rua da Praça Alencastro em julho do ano passado pedindo que eles fossem trabalhar em outro local até a reforma da praça.

“Ocorre, que a praça foi reinaugurada em dezembro do ano passado e até hoje os vendedores não puderam voltar para seus antigos lugares, conforme o prefeito prometeu. Agora, vão inaugurar a Praça Ipiranga e também vão retirar os vendedores de comida de rua. A informação que temos é que a prefeitura vai colocar uma empresa privada, a ‘Pastel e Cia’, para comercializar seus produtos na praça. Não é justo prejudicar os pequenos para privilegiar os grandes”, explicou a presidente da ACCR.

A Associação Cuiabana de Comida de Rua está distribuindo uma nota à população explicando a situação e pedindo apoio. Eles argumentam que na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes foi firmado um acordo com o Ministério Público para que de forma organizada 139 vendedores de comida de rua pudessem trabalhar na região do Centro Histórico de Cuiabá.

“Nossa luta é para que possamos continuar trabalhando de forma organizada, sem atrapalhar os pedestres e o trânsito de veículos. Desde 2015 fomos autorizados pela prefeitura para trabalhar com comida de rua em praças e outros espaços públicos da região do Centro Histórico. Somos trabalhadores honestos que precisam dessa atividade para sustentar as nossas famílias”, concluiu Marlene.

FONTE: Nucleo A. Comunicação ACCR (Associação Cuiabana de Comida de Rua)

Rufando Bombo

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