• 21 de fevereiro de 2020

Veja aqui alguns projetos “tabajara” , apresentados por vereadores de Cuiabá e VG

Alguns projetos que foram apresentados e até aprovados na Câmara Municipal de Cuiabá no ano de 2019 causaram grande polêmica e repercussão. Alguns são até esperados pela população, já outros simplesmente são vistos como “sem utilidade prática” para a população.

A casa de leis, que há cerca de 10 anos é chamada de ‘casa dos horrores’, acabou vetando algumas proposituras dos parlamentares, já outras acabaram sendo aprovadas e sancionadas aqui.

Confira.

Dia do Saci 

No dia 26 de setembro deste ano, o vereador Edemir Cláudio Xavier (PTC) apresentou um projeto na Câmara que queria substituir o Halloween que em todo o mundo é comemorado no dia 31 de outubro, pelo “Dia Municipal do Saci”. Na ocasião, Dr. Xavier, como é conhecido, justificou essa proposta dizendo que deve ser valorizada a cultura local, isso por meio de personagens que fazem parte do folclore.

A medida apresentada se embasava no Projeto de Lei Federal 2.762 de 2003, que institui o dia 31 de outubro como o Dia do Saci e seus amigos. Porém, após apresentada, a medida que ainda seria aprovada foi duramente criticada tanto pelos colegas e também pela população.

Após toda essa repercussão, o projeto apresentado pelo vereador foi retirado da pauta por ele mesmo, no dia 1º de outubro passado, 30 dias antes da comemoração no Brasil conhecida como Dia das Bruxas. 

O vereador justificou a retirada do projeto dizendo que foi duramente criticado pelos seu colegas, principalmente os parlamentares evangélicos. Na ocasião, Dr. Xavier ainda defendeu que a medida seja debatida entre pais de alunos em escolas.

Atestado de sanidade mental 

Outra medida polêmica foi apresentada pelo vereador Ricardo Saad (PSDB). Projeto do parlamentar pede que todos os vereadores tenham que ter no mínimo um atestado de sanidade mental assinado por três médicos psiquiatras que serão indicados pela Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá. Só após esta aprovação feita pelos especialistas ai sim é que poderão ‘assumir’ uma cadeira na casa de leis.

Ao apresentar esta lei, Saad comparou que as ações feitas por muitos de seus colegas se equiparam a aquele cidadão que compra uma arma. Isso porque, segundo ele, muitos ‘atiram’ no prefeito, no colega e em todo o mundo. Dizendo que o ‘estrago’ realizado por eles é muito maior. Ele ainda teria relacionado essa lei a conduta do vereador Abílio Brunini (PSC).

A medida está sob as comissões permanentes da Casa, antes de ser encaminhada à aprovação final do plenário e, posteriormente, sanção do prefeito. Segundo Saad, caso aprovado, o texto poderá entrar em vigor ainda no ano de 2020 e aplicado aos novos vereadores.

VÁRZEA GRANDE E INTERIOR

As propostas inusitadas não se restringiram à Câmara de Cuiabá. Em Várzea Grande e Sinop, por exemplo, vereadores chamaram a atenção por projetos que trariam pouco impacto na vida dos munícipes.

Dia Municipal do Coroinha 

A vereadora Maria José (MDB), de Sinop (480 quilômetros de Cuiabá), pede que seja criado o Dia Municipal do Coroinha a ser comemorado no dia 15 de agosto, dia que se celebra São Tarcísio, padroeiro dos acólitos, cerimoniários e coroinhas.

A medida foi aprovada em unanimidade em sessão e caso aceita pela prefeita do município será já sancionada.

Aeroporto de Várzea Grande 

Como se sabe, o Aeroporto Internacional de Cuiabá, Marechal Rondon, fica localizado no município de Várzea Grande e, por conta disso, o vereador Rogério Martins (PV) quer mudar esta história o mais rápido possível.

Uma medida apresentada pelo parlamentar quer obrigar as companhias do país a mencionar o nome da cidade industrial e não a da Capital, como é de costume, nos pousos e decolagens dos aviões. Para ele, isso fará com que seja mantida a identidade de Várzea Grande.

O projeto foi apresentado pelo vereador no último dia 13 de novembro e foi aprovado com 18 fotos favoráveis. No fim deste ano, ele foi sancionado pela perfeita Lucimar Campos (DEM).

No entanto, a determinação para que o nome de Várzea Grande seja mencionado em pousos e decolagens deve partir da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

DO FOLHAMAX/ MATHEUS MAURÍCIO

Rufando Bombo

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