• 21 de janeiro de 2020

Professores denunciam cúpula do Sintep por uso político de greve em favor de Dilma

Professores da rede estadual de ensino de Mato Grosso denunciam suposta manobra da direção do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Pùblico) por utilizar a mobilização salarial no Estado para pedir o retorno da presidente Dilma Rousseff (PT) à presidência do país. Um grupo de professores que prefere não se identificar porque está sofrendo represálias aponta que os trabalhadores da educação de Mato Grosso aprovaram a “Moção de Repúdio ao Governador Pedro Taques”, nesta semana, com a omissão da pauta petista da mobilização nacional.

Segundo os professores, o debate do setor deve se restringuir apenas a impantação das parcerias Público Privadas e também o rejauste anual de 11,27%. “Nós estamos debatendo a questão da PPP e do RGA. Eu não estou aqui para defender o retorno da presidente Dilma. Me senti usada. Também estão usando da tática do terrorismo para convencer alunos e pais de que o governo vai cobrar mensalidade nas escolas estaduais ainda neste ano. Descobri que isso é mentira”, disse a professora que leciona numa das escolas ocupadas por estudantes em Várzea Grande, nesta semana.

O documento contestado pelo grupo de professores foi aprovado em Assembleia Geral, no dia 23 de maio, e está disponível no site do Sintep e na página do sindicato nas redes sociais. O manifesto não reconhece o governo do presidente Michel Temer (PMDB), classificando-o como “ilegítimo”. “Nós, profissionais da educação, presentes na assembleia geral do Sintep/MT, realizada no dia 23 de maio de 2016, posicionamos pelo reestabelecimento da democracia em nosso pais, e em defesa dos direitos doss trabalhadores. Por isso, não reconhecemos o governo ilegítimo que assumiu o poder em âmbito federal em 12 de maio. Vamos nos empenhar na luta pela retomada da democracia, exigindo a volta da presidenta eleita democraticamente. Assim, faremos frente a qualquer ataque aos direitos dos trabalhadores e da sociedade em geral, conforme o anúncio do projeto político e econômico do governo que assumiu à revelia da democracia brasileira”, diz o documento.

No texto aprovado na Assembleia, o Sintep também cobra do Governo de Mato Grosso o pagamento do RGA mais o ganho real da carreira. Acontece que, conforme anunciado em abril deste ano, o Estado já assegurou o pagamento dos 7% aos professores.

Vários professores do Estado repudiaram a atitude na página do Facebook do Sintep.  “Vocês nos enganaram e esconderam a verdade. E só através dessa moção de repúdio na internet que estamos tomando ciência. Sintep não tem que apoiar partido algum e sim os direitos dos servidores públicos”, disse uma professora. “Isso é um abuso do Sintep, falar em nome dos professores, o que não foi discutido.  Nós não queremos a volta de Dilma”, afirmou outra professora na página.d001f6a75f768882dfbfafab7163e642

Rufando Bombo

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