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Taques “rufa o bombo” e diz que revelará motivos de aliados “pularem do barco”

Ainda sem confirmar sua candidatura à reeleição, o governador Pedro Taques (PSDB) iniciou em Cáceres a sua pré-campanha pelo Estado e em seu discurso voltou a prometer que irá revelar os motivos pelos quais seus ex-aliados deixaram a sua base. Entre os nomes que deixaram a base de apoio ao Governo estão os do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), o ex-governador Júlio Campos (DEM), e até mesmo o vice-governador eleito juntamente com Taques, Carlos Fávaro (PSD), que renunciou ao cargo no início de abril.

“Nestas eleições falaremos porque algumas dessas pessoas pularam do nosso barco. Nós vamos dar nomes, sobrenomes e a razão pela qual isso ocorreu. Temos aqui pré-candidatos que estão comigo, ou seja, não estarei sozinho, se essa decisão vier. Estamos com sete partidos aqui. Isto é isolamento?”, questionou Taques.

Taques ainda ressaltou as “qualidades” dos aliados que se mantiveram ao seu lado nesta reta final de gestão. “Se isto for isolamento, nós queremos estar isolados. Aqui estão pessoas que já contribuiram e estão contribuindo com o nosso Estado”, colocou.

Quando foi eleito ao Governo do Estado, em 2014, a coligação de Pedro Taques, na ocasião ainda no PDT, tinha um total de 12 partidos (PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB). Alguns deles deixaram a base do governador e viraram críticos ferrenhos do chefe do executivo estadual, como o deputado federal e presidente do PP, Ezequiel Fonseca.

Destes, 31 políticos e empresários assinaram um manifesto público contra o projeto dele, de se candidatar à reeleição. Eles apontam “o descumprimento de promessas de campanha, o caos na saúde, escândalos”, além de ele ter “quebrado” o Estado, como principais motivos para a rejeição de sua candidatura. Entre os assinantes estão ex-secretários e apoiadores de sua campanha.

O documento cita que a “marca” do governo foi passar parte de sua gestão “olhando para o retrovisor” e “culpando a administração anterior”, enquanto o Estado sofria com a crise sem que Taques se propusesse a discutir alternativas e implantar soluções para resolver o problema.

O manifesto destaca ainda que Taques teve a maior rotatividade de secretários da “história do governo do Estado”, em razão de inúmeros desses terem sido presos em escândalos de corrupção do governo. Entre eles estariam a “grampolândia pantaneira”, desvio de verbas da Educação e desvio de finalidade do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

Do Folha Max  Leonardo Heitor

Foto reprodução

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