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Sujeira pra todo lado; Políticos, conselheiros e empresários receberam propina, diz ex-governador Silval, em delação

Do G1  MT 

 O ex governador Silval Barbosa (PMDB) revelou, em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que o senador Wellington Fagundes (PR) e outros políticos, além de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e empresários, receberam parte do dinheiro desviado das obras de infraestrutura. A maioria das fraudes ocorreu por meio do programa MT Integrado, lançado em 2013 no governo de Silval. No mês passado, a delação do ex-governador foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, Wellington Fagundes afirma desconhecer o teor das afirmações do ex-governador à Justiça e que irá se posicionar quando tiver acesso à delação premiada.

A maior parte dos recursos desviados deveria ter sido investida no programa MT Integrado, que à época era divulgado pelo governo como o maior programa de infraestrutura do estado, com a aplicação de R$ 1,5 bilhão para a pavimentação de 2 mil km de estradas estaduais.

Segundo o ex-governador, houve fraude desde as licitações até a liberação de recursos e fiscalização das obras.

À época das fraudes, o MT Integrado era gerido pela extinta Secretaria Estadual de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), cujo secretário era Cinésio Nunes, que, de acordo com Silval, tinha sido indicado ao cargo pelo então deputado federal Wellington Fagundes.

O ex-governador disse ter sido pressionado por Fagundes para o pagamento de “vantagens indevidas”. Com isso, Silval afirmou ter autorizado o então secretário a repassar para o atual senador um percentual dos valores pagos pelo estado para construtoras que atuavam no programa MT Integrado.

De acordo com Silval, eram poucas as empresas contratadas pelo estado que não pagavam propina para atuar no governo. Algumas abasteciam acordos paralelos com integrantes do governo e outras enchiam o “caixa dois” de campanha de deputados estaduais.

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