Politica

“Seguindo os passos do Pai “; STF homologa delações de filho e ex-assessor de Silval

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, homologou delações do filho e do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Rodrigo Barbosa e Silvio Corrêa, respectivamente.

As confissões foram feitas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologadas no mesmo dia que a de Silval, em 9 de agosto. Porém, assim como a do ex-governador, estão em segredo de justiça.

Todos são réus na Operação Sodoma, que, em suas cinco fases, investiga esquemas comandados por Silval, através da cobrança de propina para que empresários tivessem a manutenção de incentivos fiscais e contratos com o Estado, desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.

Ao confessar os crimes de corrupção que cometeu durante sua gestão, para a juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, o ex-governador contou que parte das propinas pagas por empresários em troca de benefícios do Estado eram repassadas a Rodrigo.

Meu filho recebia. Ele não conversou com ninguém dentro do Governo, apenas com Pedro Elias [ex-secretário-adjunto de Administração do Estado]. Ele me fala que recebeu R$ 400 mil”, apontou Silval em sua confissão.

Segundo o ex-governador, Pedro Elias tinha a função de arrecadar propina de empresas que mantinham contratos com o Governo, sendo que, em alguns casos, repassou tais valores para seu filho Rodrigo Barbosa.

Já Silvio Corrêa era o braço-direito de Silval e acatava ordens sem questionar. Ele ainda é apontado como “fiscal” da propina paga ao grupo criminoso, chegando inclusive a fazer cobranças, pagar e receber propina, por ordem do ex-governador.

Parte da delação de Silval Barbosa aponta para o envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro privilegiado. Como o caso do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), acusado de pagar R$ 6 milhões, junto com o ex-governador, para que o ex-secretário da Casa Civil, Eder Moraes, voltasse atrás em seu depoimento e os inocentasse das acusações no âmbito da Operação Ararath. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional, da rede Globo.

Silval também delatou que o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) recebeu R$ 4 milhões para apoiar uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá, em 2012. O senador Wellington Fagundes (PR) também foi citado por Silval como beneficiário de propinas de construtoras, a título de doações de campanha.

Do repórter MT

Mostrar +

Artigos Relacionados

Um comentário.

  1. O QUE NINGUÉM DIZ A POPULAÇÃO MATO-GROSSENSE É QUANDO, COMO, QUANTO SERÁ DEVOLVIDO DO DINHEIRO DA CORRUPÇÃO AS ESCOLAS, AOS POSTOS DE SAÚDE E HOSPITAIS, A URBANIDADE COMO SANEAMENTO, MELHORIA DOS TRANSPORTES PÚBLICOS, PAVIMENTAÇÃO, CONSTRUÇÃO DE AREAS DE LAZER, INCENTIVO A CULTURA, A ARTE! FICAMOS VENDO PROCESSS JUDICIAIS QUE ARRASTAM UMA VIDA, E POVO CONTINUA COM A CORDA NO PESCOÇO!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close