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Propinoduto na SEDUC ; empresário deixa prisão após ter delação homologada pela justiça

Do FOLHA Max.

 

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, converteu no início da noite de hoje a prisão preventiva em domiciliar do empresário Giovani Belatto Guizardi. Ele foi preso em maio na primeira fase da “Operação Rêmora”, comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e que investiga um esquema de fraudes em licitações no valor de R$ 56 milhões para reformas e construção de colégios entre nos anos de 2015 e 2016 na secretaria de Educação de Mato Grosso.

Após mais de sete meses preso no Centro de Custódia de Cuiabá e SOE (Setor de Operações Especiais), o empresário passou a noite desta quarta-feira em sua residência num condomínio de luxo nas imediações da rodovia MT-010. As investigações do Gaeco apontam Guizardi como o operador do esquema de corrupção na pasta, já que vídeos gravados por colaboradores mostram ele recebendo propina de até 5% sobre os contratos de empresas com a pasta.

Para deixar a prisão, o empresário não pagou nenhuma fiança. No entanto, nos bastidores, se comenta que ele conseguiu a liberdade após ter sua delação premiada homologada pela juíza Selma Rosana Santos Arruda e também pelo desembargador Rondon Bassil, já que ele teria apontado a participação de pessoas com prerrogativa de foro no suposto esquema.

Guizardi tem depoimento agendado para o dia 15 deste mês para a magistrada. Ele deve confessar publicamente os crimes e ainda apontar “novos figurões”.

Dos presos na “Operação Rêmora”, já foram liberados os ex-servidores Moisés Dias da Silva e Wander Luiz dos Reis. Ainda permanecem presos no CCC o ex-assessor especial Fábio Frigeri e o ex-secretário Permínio Pinto Filho, que foi preso na segunda fase da operação denominada de “Locus Delicti”.

Ainda são réus na ação penal o empresário Luiz Fernando da Costa Rondon e o ex-servidor da Seduc, Juliano Jorge Haddad. Eles não chegaram a serem presos preventivamente.

Já na ação desmembrada, 16 mpresários são réus por vários crimes desde fraude em licitações, corrupção passiva, dentre outros. São eles: Leonardo Guimaraes Rodrigues, Moises Feltrin, Joel de Barros Fagundes Filho, Esper Haddad Neto, Jose Eduardo Nascimento da Silva, Luiz Carlos Ioris, Celso Cunha Ferraz, Clarice Maria da Rocha, Eder Alberto Francisco Meciano, Dilermano Sergio Chaves, Flavio Geraldo de Azevedo, Julio Hirochi Yamamoto Filho, Sylvio Piva, Mario Lourenço Salem, Alexandre da Costa Rondon, Benedito Sergio Assunção Santos e Leonardo Botelho Leite.

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