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Grampolândia; A Delegada Alana Derlene Souza Cardoso diz temer pela própria vida

DO FOLHAMAX

 

Alana Derlene Souza Cardoso, Delegada da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT), disse “temer por sua vida e integridade física”. A declaração foi dada numa representação a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT). Ela pede que sua conduta seja “apuradas nos termos da lei, sob as garantias constitucionais” dizendo ainda estar “à disposição” para prestar esclarecimentos. O documento foi assinado por ela na última quinta-feira (1).

Alana Cardoso apontada pela juíza Selma Rosane Santos Arruda como suspeita de ter cometido a fraude denominada como “barriga de aluguel” – que consiste no pedido de autorização da justiça para interceptações telefônicas promovidos pelas forças de segurança (como PJC ou o Ministério Público, por exemplo), sem que as pessoas que sejam alvos dos “grampos” possuam relação com a investigação. A delegada teria pedido a quebra do sigilo telefônico de duas pessoas, entre elas a publicidade Tatiana Sangalli, amante do ex-secretário da Casa Civíl, Paulo Taques.
Na representação à OAB, Alana afirma que foi  convocada pelo secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Rogers Jarbas, no último dia 26 de maio para esclarecer o caso, ocorrido em fevereiro de 2015. Na ocasião, o secretário mostrou a ela um documento assinado pelo governador Pedro Taques (PSDB), acompanhado de um ofício da juíza Selma Arruda, que relatava o suposto caso de “barriga de aluguel”.
A delegada afirmou a Jarbas que “não havia ilegalidade” e que os números foram inseridos a partir de uma denúncia de uma ameaça ao governador Pedro Taques, conforme transcrição do documento abaixo.
“Não havia ilegalidade no caso. Os números foram inseridos numa operação de interceptação telefônica de acompanhamento de organizações criminosas no sistema penitenciário do Estado ante a notícia de que a integridade física do governador Pedro Taques e do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques estavam em risco”, diz o documento entregue pela delegada.
Alana Cardoso disse ainda que na época da interceptação telefônica, ocorrida em fevereiro de 2015, havia sido chamada à Sesp-MT pela então secretária-adjunta de Inteligência, a também delegada Alessandra Saturnino Cozzolino, que “lhe relatara o caso verbalmente, com o agravante de que a suspeita, ex-amante de Paulo Taques, estaria mantendo contato com o reeducando João Arcanjo Ribeiro e que poderiam estar arquitetando um atentado contra a vida do governador”, segundo outro trecho da representação.
A delegada afirmou que saiu da Sesp-MT no último dia 26 de maio sem a ciência de abertura de “qualquer procedimento contra si” nem cópias dos “documentos que lhe foram mostrados”, dizendo ainda que levou consigo apenas uma vias das declarações que havia proferido a Jarbas. Porém, três dias depois, em 29 de maio, ela relata que tomou conhecimento de forma “verbal” por meio do Delegado Geral que o documento da Sesp-MT havia sido encaminhado a PJC para instauração de um procedimento na Corregedoria do órgão para apurar sua conduta.
A delegada da PJC se queixa de que não tenha sido notificada oficialmente acerca de nenhum procedimento administrativo, ou judicial, e que, mesmo assim, ficou sabendo pela imprensa de Mato Grosso detalhes de que um processo investigatório contra ela está em curso pelo órgãos de controle estaduais.
Segundo ela, o vazamento de informações visa “macular a imagem de profissionais da segurança pública visando tumultuar a investigação que tramita na Procuradoria Geral da República (PGR) em Brasília acerca da interceptação telefônica supostamente irregular promovida or Policiais Militares que teriam ligação com o Governador Pedro Taques”.

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