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Governo do Estado não deveria conceder a Revisão Geral Anual (RGA) de 6% aos servidores alfineta Pres. Da Fiemt

O presidente da Fiemt (Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso), Jandir Milan, afirmou na manhã desta segunda-feira (27) que, em razão da crise, o públicos neste ano. Segundo ele, pagar o que os servidores estão pedindo – os 11,28% de revisão – “quebraria” o Estado.

 

A declaração foi dada durante a reunião de integrantes do Governo com o setor produtivo, no Palácio Paiaguás.

 

Entidades representativas do setor temem a possibilidade de o Estado ter que aumentar impostos para conseguir quitar a RGA.

 

Milan declarou que está preocupado com a situação econômica de Mato Grosso e afirmou que é preferível não “quebrar” o Estado a pagar a RGA aos servidores.

 

“Se eu desse a opção aos meus funcionários dizendo a eles que eu vou reduzir os salários deles em 11% [para manter o emprego], o que a lei não permite, eu tenho certeza de que todos iriam aceitar. E estou vendo aqui os servidores não aceitando os 6%”, disse.

 

“Em minha opinião, eu diria que é muito melhor não ‘quebrar’ o  Estado do que dar esse aumento. O senhor deveria retirar esse projeto de 6% da Assembleia Legislativa e não dar nada. Porque não tem condições de pagar. Se o Estado fosse uma empresa, estaria quebrado”, afirmou Milan, dirigindo-se a Pedro Taques, durante reunião.

 

O presidente da Fiemt ainda ressaltou a “falta de consideração” por parte dos sindicatos em não aceitar a proposta do Governo e atentou que, por causa da crise, teve que mandar muitos de seus funcionários embora.

 

Se eu desse a opção aos meus funcionários dizendo a eles que eu vou reduzir os salários deles em 11%, o que a lei não permite, eu tenho certeza de que todos iriam aceitar

“Eu tive que fazer a opção de mandar meus empregados embora para não ‘quebrar’. E não fui só eu: todos os empresários fizeram isso. Nós não temos essa opção de reduzir o salário para ficar na empresa. Eu acho que é uma falta de consideração dos sindicatos não aceitar os 6%. Então, na minha opinião, o senhor governador deveria retirar a proposta e deixar em 0%, assim como os outros estados estão fazendo. O Estado não tem condição. Então a preocupação é muito grande”, declarou.

 

Já o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (CDL), Paulo Gasparotto, falou dos prejuízos que a greve já tem trazido ao setor e declarou que os servidores deveriam aceitar a proposta do Governo.

 

“O comércio depende do funcionalismo público, mas entendemos que não podemos deixar o Governo em uma situação extremamente delicada e comprometida. Achamos que a melhor saída foi buscar esta alternativa mediadora em relação à RGA. A proposta de 6% é conveniente e acredito que os servidores deveriam entender essa situação de gravidade e fazer uma negociação que pudesse contemplar os interesses da população de Mato Grosso”, afirmou.

 

As entidades que participaram do encontro representam empresas que contribuem com mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, considerando a representatividade do agronegócio e o setor de serviços.

 

O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de medir a atividade econômica de uma região. Ele representa a soma dos valores adicionados pelos setores da economia mais os impostos pagos.

 

Luxo
A avaliação geral do encontro foi que, diante do cenário econômico atual, possibilitar o reajuste salarial, mesmo que parcelado, é visto como um ato elogiável. “Diante da situação que o País passa, em que todas as classes estão demitindo e fechando empresas, reajustar salário é algo de luxo”, opinou o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Mato Grosso (Sincad-MT), Sérgio Gomes.

Em votação desde a semana passada na Assembleia, o projeto de lei do Governo prevê revisão de 6% para os servidores públicos estaduais em três parcelas: 2% em setembro de 2016, 2% em janeiro de 2017 e 2% em abril de 2017. Os outros 5,28% seriam pagos em maio e setembro, condicionados ao comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Receber salário em dia já é um ponto a ser comemorado. Um governo que trabalha com 49% do seu faturamento voltado para pagamento de folha já é visto por nós de forma insustentável. Nas nossas empresas, se isso passar de 20% nós já fechamos as portas. Então é muito complicado apoiarmos o pagamento do RGA em um momento tão crítico da economia”, comentou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Mato Grosso (Abrasel), Fernando Medeiros.

O diretor do Sindicato da Construção, Geração e Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia-MT), Carlos Avalone, disse que a concessão de aumentos salarias na gestão anterior, sem estudo de impacto financeiro e orçamentário, gerou a situação atual. “Uma série de coisas  levaram o Estado a estar nessa situação. Mas este governo é que está sendo prejudicado, com medidas necessárias, porém impopulares”.

Diante da situação que o País passa, em que todas as classes estão demitindo e fechando empresas, reajustar salário é algo de luxo

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon), Julio Flávio Campos de Miranda, defendeu a união da classe empresarial e governamental, para juntos, ajudarem Mato Grosso e diminuir os impactos da crise econômica e, passado esse período, avançarem em temas ainda deixados em segundo plano, como a diminuição da carga tributária.

Para o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá, Domingos Kennedy, as demissões têm sido recorrentes em grande parte das empresas e por isso os grevistas deveriam se sensibilizar com a situação enfrentada pelo país e ajudar a economia do Estado a se recuperar. “Nós apoiamos o aumento que o Governo do Estado propõe, mas não mais que isso, porque se não vai prejudicar ainda mais o empresariado, que já tem sofrido bastante com esse período de greve”, declara.

Além do governador Pedro Taques, o vice-governador, Carlos Fávaro e todo o secretariado estiveram presentes na reunião com a classe empresarial do Estado.

 

do MIDIANEWS

 

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