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“Gasparzinho o fantasminha amigo” Ministério Público, denuncia vereador por emprego a fantasma em VG

DO GD

O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública requerendo a condenação por improbidade administrativa do ex-presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Jânio Calistro (PSD), o que pode numa eventual condenação acarretar a perda dos seus direitos políticos.

O parlamentar é acusado de ter autorizado a contratação de um funcionário fantasma no Legislativo, aquele que recebe salário mensalmente sem comparecer ao expediente de trabalho.

Também foi denunciado Arlindo da Costa Santos, acusado pelo Ministério Público de receber salários sem nunca ter prestado serviços ao Legislativo várzea-grandense.

Ainda foi requerido em caráter liminar o bloqueio de bens do vereador Jânio Calistro no valor de R$ 14.225 mil e de Arlindo Santos na ordem de R$ 18.967 mil.

De acordo com a ação civil pública, Arlindo Santos foi nomeado para exercer a função de assistente de gabinete da presidência do Legislativo a partir de 1º de janeiro de 2015. No entanto, nunca compareceu a Câmara Municipal para trabalhar.

O Ministério Público apurou que Arlindo Santos é proprietário do estabelecimento comercial “Arlindus Bar”, localizado na Rua Vereador Gonçalo Domingos de Campos, Bairro Água Vermelha, em Várzea Grande.

Uma testemunha confirmou aos promotores de Justiça que Arlindo Santos é proprietário do bar e sempre visto no local, trabalhando diariamente em três turnos.

Ainda ficou comprovado que Arlindo Santos só foi exonerado da Câmara Municipal após ser levado ao conhecimento público a abertura do inquérito civil.

No período em que permaneceu nomeado no cargo de janeiro a maio de 2015, Arlindo Santos recebeu salário mensal de R$ 788.

Para o Ministério Público, essa situação ocorreu com a tolerância e negligência do vereador Jânio Calistro, então presidente da Câmara e superior hierárquico de Arlindo que, à época, deixou de exercer devidamente suas atribuições, não fiscalizando a frequência e a folha de pagamento do referido servidor.

“Ora, na situação em análise, verifica-se que a apropriação indevida de verba pública pelo primeiro requerido, com a tolerância do segundo, resultou em concomitante prejuízo ao erário, uma vez que tal enriquecimento se deu com o pagamento por serviços não prestados” cita o promotor.

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