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Ex- Aliado de Taques é alvo de operação da DEFAZ

O ex-presidente da Ager (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), Eduardo Moura, e o diretor administrativo e financeiro da Verde Transportes, Max William de Barros Lima, são alvos da operação deflagrada pela Delegacia Fazendária contra fraudes nas concessões do sistema intermunicipal de transporte do Estado. Outro alvo é o proprietário da Verde Transportes, Eder Augusto Pinheiro.

No entanto, não há confirmação se eles tiveram prisões decretadas ou apenas mandados de busca e apreensão. A única prisão confirmada até o momento é do presidente do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário, Julio Cesar Sales Lima.

Ao todo, são cumpridas quatro ordens de prisão e cinco mandados de busca e apreensão contra empresas, políticos e servidores públicos. Além de Cuiabá e cidades do interior do Estado, a Polícia Civil cumpre ao menos um mandado em Brasília (DF).

As investigações da Delegacia Fazendária foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado, o que indica o envolvimento de ao menos uma autoridade com foro por prerrogativa de função no esquema. A decisão é do desembargador Guiomar Teodoro Borges.

Uma das bases da investigação é a delação do ex-governador Silval Barbosa junto a Procuradoria Geral da República. O ex-chefe do executivo relatou que procurador aposentado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, teria elaborado um decreto para prorrogar a concessão do serviço de transporte intermunicipal de passageiros no Estado após o representante das empresas interessadas nas linhas prometer o pagamento de R$ 6 milhões em propina no ano de 2014.

Silval assegurou que um adiantamento de R$ 400 mil foi repassado por Eder Augusto Pinheiro. “Acerca da negociação, Chico Lima informou ao declarante que Eder Pinheiro prometeu pagar, em nome do segmento das empresas de transportes rodoviários de passageiros, o valor de R$ 6 milhões  de forma parcelada; Eder Pinheiro adiantou R$ 400 mil reais a Chico Lima não sabendo o declarante se Chico Lima recebeu o valor combinado de ‘retorno’”, diz trecho da delação.

O ex-governador disse que ficou com R$ 200 mil desta propina. “O declarante disse a Chico Lima que bastava auxiliar nos pagamentos de umas contas do Declarante (pessoais ou do grupo político) no valor de R$ 200 mil reais do declarante, tendo Chico Lima pago conforme o combinado”.

PROPINA EM CHURRASCARIA

O ex-secretário Pedro Nadaf também comentou sobre o esquema de propina na concessão do transporte intermunicipal em delação premiada junto a PGR. Ele afirma que Chico Lima lhe apresentou a minuta do decreto para renovação das concessões e, no dia seguinte, o encontrou o procurador almoçando com o então presidente do Sindicato das Empresas Intermunicipal, Júlio Cesar Sales Lima, além de outros membros do sindicato. Ao ver a cena, o ex-secretário Arnaldo Alves, que acompanhava Nadaf, comentou: “Pode ter certeza que tem rolo e propina pesada ali”.

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