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Deputado não acredita em “calamidade financeira” e diz que vai ao STF para garantir RGA aos servidores públicos

O deputado estadual João Batista (PROS) disse que irá buscar todos os meios necessários para obrigar o governo a rever o posicionamento quanto às medidas impostas neste início de ano que indicam, entre outras coisas, que não irá pagar a Revisão Geral Anual (RGA. Segundo o parlamentar, empossado na última sexta-feira, podem ser propostas, inclusive, ações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ex-sindicalista, foi presidente do Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário (Sindispen) por quase uma década, o deputado afirmou que cada passo dado pela bancada governista será analisado de toda maneira e qualquer brecha será usada, inclusive as do regimento interno.  “Buscarei todas as medidas necessárias, jurídicas também, levantar se as sessões aqui cumpriram regimentalmente o que tinha de acontecer e, se achar alguma falha, vou usar”, disse.

Para ele, o debate com o governador Mauro Mendes (DEM) ainda não se encerrou, mesmo com a aprovação do pacotão de reformas feito no apagar das luzes da legislatura anterior. “Volto a repetir: o debate tinha que ser feito de forma mais ampliada, não empurrado goela abaixo, como se fosse uma decisão autoritária por parte do governo. Vou buscar todas as formas legais possíveis para reverter essas leis e trazer o trabalhador pra discussão”, fez questão de reafirmar.

Na mesma linha, repetiu também que representa o funcionalismo público de onde é egresso, diferentemente de outros que se elegem para representar determinados segmentos mais abastados. Por exemplo, o empresário do ramo de empreiteira, que esquece do povo de Mato Grosso e vai mexer só com empreiteira assim que sai o resultado da eleição.

“Vou ser diferente, quero me dedicar muito à defesa do trabalhador do serviço público, mas também buscar melhorias nas condições de saúde, educação, turismo, agricultura familiar, mas nunca esquecendo que sou originário do serviço público, uma categoria que vem sendo criminalizada como se fosse responsável pelo desmonte, vamos dizer assim, da economia de Mato Grosso”, disparou.

Para ele, o Estado não está tão mal das pernas como tem dito o governador Mauro Mendes (DEM), porque “até há um rombo, mas não é como pintam”, numa espécie de teoria do bode na sala, uma maneira de “criar-se dificuldade para vender facilidade”.

Fonte Folha Max Larissa Malheiros

Foto Ednilson Aguiar

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