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Dedo para os Grevistas ; ‘Eles me deram dedo e eu dei dedo pra eles’, afirma Dep.Gilmar Fabris

Assessoria

Com mais de duas décadas de carreira política, Fabris coleciona uma série de polêmicas.

O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) protagonizou mais um embate na Assembleia Legislativa, na última terça-feira (28). Durante a sessão extraordinária, convocada para votar a Reposição Geral Anual (RGA), o parlamentar trocou xingamentos e fez gestos obscenos para os servidores.

“Se eu receber flores, dou flores. Se receber espinhos, dou espinhos”, repete o parlamentar, envolvido em uma série de polêmicas e alvo de investigação do Ministério Público, na operação Cartas Marcadas.

Integrante da base governista, o parlamentar deu seu voto favorável à proposta do Poder Executivo que prevê 6% de revisão no salário, enquanto os servidores cobram 11,28%.

Gilmar é conhecido também pela a sua atuação polêmica no Legislativo. Na última eleição estadual, ele ficou na primeira suplência e tomou posse como efetivo com a morte do deputado Walter Rabelo, do mesmo partido.  Prometeu dar para à família do falecido o salário como parlamentar.

Ao longo de mais de duas décadas de vida pública, Gilmar colecionou desafetos na política. “Se eu receber flores, dou flores. Se receber espinhos, dou espinhos”, repete o parlamentar, envolvido em uma série de polêmicas e alvo de investigação do Ministério Público, na operação Cartas Marcadas.

O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), confirmou, na terça-feira, que a Procuradoria da Casa recebeu uma notificação por parte da Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra Fabris. O tucano vai esperar a fundamentação da Procuradoria para se manifestar.

Fabris se defende: “eu respondi à altura, a sessão não tinha nem começado. Estava num campo de batalha. Eles deram dedo, eu dei dedo para eles”, narra.

A CUT cobra uma posição por falta de decoro parlamentar. Fabris se defende: “eu respondi à altura, a sessão não tinha nem começado. Estava num campo de batalha. Eles deram dedo, eu dei dedo para eles”, narra. O parlamentar também chamou os servidores de desordeiros.

O deputado Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), saiu em defesa de Fabris. “Eu nem sei o que o deputado falou, mas, talvez, é pouco diante de tudo que eles fizeram aqui nesta casa”, defende se referindo aos protestos dos servidores no Legislativo.

Nininho afirma que servidores grevistas vão à AL e chamam “deputado de vagabundo, malandro, traidor”.  O deputado Emanuel Pinheiro (PMDB) fez um discurso ponderado. “Temos que evitar que a emoção conquiste a ração num momento como este”, resume.

Polêmicas

Defesa da pena de morte, pedido para abertura de CPI da Mídia, cassação do mandato por compra de voto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), envolvimento em supostas irregularidades no pagamento de cartas de créditos, são algumas das polêmicas protagonizadas pelo parlamentar.

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