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Queima de arquivo? Empresário suspeito de sonegar R$ 140 mi é morto com 5 tiros em Cuiabá

A Polícia Civil identificou como o empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47 anos, o homem morto a tiros na noite de ontem no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. Ele era investigado pela Delegacia Fazendária como um dos líderes de um esquema de sonegação de R$ 140 milhões no Estado, desbaratado na “Operação Crédito Podre”.

Wagner, que fazia uso de tornozeleira eletrônica, levou cinco tiros dentro do seu carro um Renault Sandero, na rua Brasília, no Jardim das Américas. Vários tiros ficaram marcados no carro. Além disso, foi encontrada uma quantia de R$ 1,6 mil em uma sacola dentro do veículo.

Segundo informações, dois suspeitos estavam em uma moto e efetuaram os disparos. Ainda não há identificação dos suspeitos.

Wagner era um dos principais alvos da “Crédito Podre”. A operação apura uso de empresas de fachada para cometerem a fraude. Ele foi preso ano passado e solto com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira.

A Polícia Civil investiga o caso. Não foi informado se o crime tem relação com a operação.

CRÉDITO PODRE

O inquérito da Defaz-MT investiga uma fraude de R$ 140 milhões no recolhimento do ICMS na comercialização de grãos e outras commodities do agronegócio de Mato Grosso. Os autos foram instaurados no dia 9 de fevereiro de 2017 após informações encaminhadas pela equipe técnica da

Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) e que tinham o objetivo de apurar a suposta organização criminosa que, mediante documentos falsos, promovia a sonegação do imposto.

Durante a operação foram cumpridos 16 de mandados de prisão preventiva, 34 ordens de busca e apreensão e 9 conduções coercitivas.

Um documento encaminhado à Defaz-MT pela Gerência de Monitoramento e Suporte à Fiscalização de Trânsito da Sefaz-MT apontava estoque de créditos de ICMS de origem duvidosa, principalmente por duas empresas, a Genesis Agrocomercial e Vigor Comércio de Cereais LTDA EPP, com o objetivo de promover a sonegação do imposto.

As empresas de fachadas, constituídas em nome de “laranjas”, não tinham lastro para eventual execução fiscal e, desta forma, a constituição de crédito tributário, além de provocar “Crédito Podre”, que jamais será recuperado pela Fazenda Pública, também valida o crédito inidôneo.

Com o crédito validado, a organização criminosa requeria a expedição do Registro de Utilização de Crédito (RUC), documento que promove a compensação do crédito devido durante a comercialização interestadual, fazendo com que a mercadoria deixe o Estado sem proceder ao recolhimento do tributo. De acordo com a Defaz-MT, o grupo teria movimentado R$ 1 bilhão entre junho de 2016 e julho de 2017.

foto reprodução

fonte  FOLHAMAX

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