Jovem de MT executada no Paraguai tinha sonho de ser médica

G1

A família de Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, 19, uma das vítimas da chacina ocorrida na fronteira entre o Brasil e o Paraguai no sábado (9), afirma que tinha medo da violência naquela região, mas que a jovem estava realizando o sonho de estudar medicina no país vizinho. O corpo da vítima, natural de Cáceres (MT), deve ser velado e sepultado neste domingo (10) na cidade de Curvelândia, a 311 km de Cuiabá, onde vivem os familiares da estudante.

“A gente não queria que ela fosse porque sabia que era perigoso. Conversamos muito com ela antes de ela ir, sobre essa questão de perigo, mas isso era tudo ou nada para ela. Fazer o curso de medicina era a razão de viver dela, era tudo que ela queria. Ela estava muito feliz por estar realizando esse sonho, estava vivendo o sonho da vida dela lá”, contou Silvana Moura, madrasta da vítima.

Em Curvelândia, a jovem morava com o pai e a madrasta, que têm um mercado no município, e irmãos. Ela iniciou o curso no Paraguai mas interrompeu os estudos para voltar ao Brasil por causa da pandemia de Covid-19. Em fevereiro deste ano, ela retornou ao país vizinho para dar continuidade à graduação.

Rufando Bombo

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