Economia

Preços do etanol recuam na Capital em até R$ 0,26

com Agência Estado

O preço do litro do etanol hidratado abriu a semana com preços menores, em relação aos que vinham sendo adotados pelos postos revendedores desde que o governo federal anunciou a alta do PIS/Cofins sobre as vendas de combustível no último dia 20. Pelo menos em revendas localizadas em Cuiabá e Várzea Grande, a baixa na bomba chega a até R$ 0,26.

Um posto da bandeira Ipiranga, localizado na Avenida Castelo Branco, em Várzea Grande, reduziu o valor cobrado pelo litro de R$ 2,65 para atuais R$ 2,39, o que gera, por litro adquiriu, uma economia de R$ 0,26. Mas na média, a redução é de R$ 0,10. Alguns postos da revenda Idasa, passaram o litro de R$ 2,39 para 2,29. Até postos da BR Distribuidora, que estavam comercializando o combustível na bomba a R$ 2,37, ontem já ofertam o produto a R$ 2,27, como uma revenda da Avenida Vereador Abelardo, no Cristo Rei.

Na prática, a acomodação dos preços pode representar uma economia de até R$ 13, considerando a maior diferença de preços entre a semana passada e a atual, R$ 0,26, para uma compra de 50 litros, a chamada ‘taqueada’. A R$ 2,65 o litro do etanol hidratado, o consumidor estava desembolsando R$ 132,50. Agora a R$ 2,39, a ‘taqueada’ passa a custar R$ 119,50. Com o litro a R$ 2,27, o valor gasto vai a R$ 113,50.

Quando a alta dos impostos começou a valor, a ‘tanqueada’ ficou até R$ 28 mais cara, considerando valores do primeiro momento do impacto no varejo, quando o litro foi a média de R$ 2,39, ante um mercado que exibia mínima de até R$ 1,83.

COMPORTAMENTO – Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros recuaram em 14 Estados e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em outras dez unidades da Federação houve alta nos preços. Em Roraima houve estabilidade e a ANP não divulgou novamente os preços nos postos do Amapá.

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, após duas semanas de reajustes a cotação média do hidratado recuou 0,87% na semana passada, de R$ 2,411 para R$ 2,39 o litro. No período de um mês, no entanto, os preços do combustível subiram 8,39% nos postos paulistas.

O maior recuo semanal, de 3,45%, ocorreu na Paraíba, seguido pelo Amazonas, com queda de 2,44%. Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, houve recuo de 0,54% no preço do etanol na semana passada.

O maior aumento do etanol na semana passada, de 5,73%, foi em Goiás, seguido por Pernambuco (2,14%). A maior alta mensal também foi em Goiás, de 12,77%, e as maiores quedas no período de um mês foram em Maranhão e Tocantins, de 1,06%. Na média brasileira, o preço do médio do etanol nos postos brasileiros pesquisados pela ANP acumulou aumento de 7,06% no período de um mês.

No Brasil, o preço mínimo registrado na semana para o álcool hidratado em um posto foi de R$ 2,06 o litro, em São Paulo, e o máximo foi de R$ 4,25 o litro, no Rio Grande do Sul. O menor preço médio estadual foi de R$ 2,39 o litro, em São Paulo, e o maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 4,02 o litro.

COMPETITIVIDADE – Os preços médios do etanol hidratado seguiram competitivos com os da gasolina em São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, segundo dados da ANP. O levantamento considera que o combustível de cana, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Em Mato Grosso, com preço médio de R$ 2,39 e onde o etanol está mais competitivo, o combustível é vendido em média por 63,4% do preço da gasolina. Em São Paulo a paridade está em 67,51% e, em Minas Gerais, em 69,44%, bem próxima ao limite.

Em Goiás, o etanol custa, em média, 70,87% do preço da gasolina e é praticamente indiferente o uso dos dois combustíveis nos veículos flex. No entanto, esse porcentual vem aumentando e o biocombustível perde competitividade ante a gasolina a cada semana nos postos goianos.

A gasolina segue mais vantajosa principalmente em Roraima. Naquele Estado, onde não há fabricação de álcool e há uma dificuldade logística para o recebimento do combustível das regiões produtoras, o preço do etanol custa 8,04% mais caro do que o cobrado em média pela gasolina.

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