Cotidiano

Em Delação , Dóia confessa uso de propina para comprar apartamento em Cuiabá

Em delação firmada como o Ministério Público Estadual (MPE), o ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Moreira Lopes, o “Dóia”, revelou que pagou parte de um apartamento adquirido junto a Imobiliária e Construtora São José com dinheiro de propina paga através do contrato entre o órgão que comandava e a empresa FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda – atual EIG Mercados. “Dóia” confessou que recebeu R$  159 mil do empresário Marcelo da Costa e Silva, que é sócio da empresa Santos Treinamento, empresa utilizada para “lavar” a propina do contrato.

A deleção de Dóia foi fundamental para a deflagração da “Operação Bereré”, que apura irregularidades no Detran-MT.  A fraude ocorreu entre os anos de 2009 e 2015 e pode chegar a R$ 27,7 milhões.

O ex-presidente do Detran contou que recebeu os R$ 159 mil de Marcelo no dia 30 de outubro de 2010, após o esquema já estava em vigor. O valor foi transferido direto para a conta da construtora como parte do pagamento do apartamento que ele estava adquirindo.

A fim de comprovar a veracidade das informações de recebimento de propina, Dóia foi até a Construtora São José para realizar microfilmagem do documento originário do crédito. “No dia 30 de outubro de 2010, o peticionante recebeu de Marcelo da Costa Marques, o valor de R$ 159.057,48, em forma de transferência para a empresa Imobiliária e construtora São José para pagamento de parte de um imóvel que estava sendo adquirido junto a empresa. O valor pago pelo representante da empresa FDL foi a título de criar facilidades para a empresa permanecer no Detran-MT com a anuência do então peticionante”, cita o documento apresentado.

“Dóia” ainda informou aos representantes do Ministério Público, que recebeu outros R$ 10 mil da EIG Mercados, a título de “ajuda”. Este valor foi depositado diretamente na conta do ex-presidente.

A propina era paga para que Dóia facilitasse que o contrato com a EIG Mercados continuasse em vigor com o Detran-MT. A empresa está sob investigação da “Operação Bereré”, por conta do contrato com o Detran que retornava como propina a políticos, dinheiro que era lavado pela Santos Treinamento.

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