Cotidiano

“Caos na saúde pública” Empresa acusa dívida do governo e pacientes de home care podem ficar sem oxigênio em MT

A Help Vida – empresa que presta o serviço de atendimento de saúde home care (a domicílio) ao Sistema Único de Saúde (SUS) -, cobra do Governo de Mato Grosso uma dívida de R$ 7 milhões referentes a atendimentos de 44 pacientes que necessitam deste tipo de tratamento. Caso o Poder Executivo não regularize os repasses o estoque de insumos, como oxigênio por exemplo, deve durar no máximo até o próximo dia 16 de junho. As informações são de uma reportagem da TV Centro América.

Segundo a Help Vida, o Governo do Estado ainda precisa repassar pagamentos atrasados referentes a novembro de 2016 além do que já foi gasto em todo o ano de 2018, entre os meses de janeiro e maio. O custo diário por paciente é de cerca de R$ 1.600,00 – fato que inviabiliza a escolha por um tratamento particular para a maioria das famílias mato-grossenses (e brasileiras). Um representante da organização disse que um de seus principais fornecedores já entrou na Justiça para recolher os equipamentos devido a falta de pagamento.

De acordo com o assessor especial da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Wagner Simplício, em torno de R$ 1.137.000,00 foram pagos à Help Vida na última sexta-feira (8). O valor representa apenas 14% das dívidas com o Governo do Estado. Simplício disse que o Poder Executivo deve regularizar os repasses “até o fim do ano”.

O drama sofrido pelos pacientes que necessitam do home care não é de hoje e ocorre pelo menos há três anos. Desde 2015, o Governo do Estado já não repassava de maneira regular os pagamentos à empresa.

Em janeiro de 2017, em torno de 200 pessoas já aguardavam na fila do atendimento de saúde à domicílio. Grande parte deles só conseguem o direito por meio de decisões judiciais. No final do ano passado, as empresas que prestam atendimento de home care ameaçaram paralisar os atendimentos no Estado justamente pela falta de repasses.

Todavia, num acordo feito com o Governo, com a garantia de um repasse emergencial, não houve necessidade de paralisação.

Foto reprodução

Do G1 MT

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