• 13 de novembro de 2019

Chefe da Casa Civil nega que Governo esteja divulgando “supersalários ” para constranger servidores

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, disse que o Governo não vai forçar a extinção das nove secretarias e seis empresas públicas nem atropelar a Assembleia por meio de decreto caso os deputados não aprovem os projetos de medidas enviados à análise dos parlamentares. Também negou que o governo queira demonizar os servidores ao falar dos salários de R$ 50 mil de um oficial da Polícia Militar ou de R$ 13 mil para outro servir café.

Ele respondeu aos questionamentos feitos nos últimos dias por deputados como Janaina Riva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Sílvio Fávero (PSL), Valdir Barranco (PT) e vários outros, quanto à real necessidade de extinguir a MTI, Desenvolve MT e a Empaer, tidas por muitos como eficientes e indispensáveis em suas áreas de interesse. “O governador mandou um pedido de autorização. Não significa que se não for aprovado, ele vai ignorar e fechar mesmo assim essas empresas. O que ele pretende é que, num prazo de seis meses, elas se tornem viáveis. O MT Desenvolve, por exemplo, sempre foi autossustentável, mas de um tempo pra cá, devido ao inchaço e falta de foco, acabou não tendo mais a sustentabilidade que o Estado espera”, disse em entrevista ao jornal do Meio Dia, da TV Vila Real.

Sobre a suposta exposição dos supersalários de alguns funcionários públicos, ele lembrou que são informações públicas acessíveis a qualquer cidadão brasileiro com acesso à internet, por meio do Portal Transparência. “Em nenhum momento, o governador ou qualquer secretário fez qualquer propaganda de divulgação dessa lista de supersalários que sabemos não ser a realidade de todos. O que se pretende é conseguirmos o equilíbrio do estado para os próximos quatro anos e para que o servidor, ao se aposentar continue recebendo seu salário em dia, pois não podemos esquecer que a dívida da previdência em Mato Grosso também é muito grande”, alega.

Carvalho também negou que o atual Governo é pouco afeito ao diálogo, especialmente com servidores, ou que ignoraria veementemente os pedidos deles. Para corroborar sua fala, disse que Mauro Mendes publicou o calendário com o escalonamento dos salários numa sexta-feira e, já na segunda, foi cercado por servidores no Palácio Paiaguás.

Mesmo assim, o governador recebeu todos para uma reunião de mais de cinco horas, mesmo pego desprevenido e sem ter a mínima ideia de que seria acossado por eles. “Mas as reivindicações são democráticas. Por isso atendemos o fórum sindical semana retrasada, expusemos a situação financeira. O que estamos tentando fazer são medidas imediatas para propor sustentabilidade. Essas medidas servirão para que o servidor público tenha a segurança de voltar a receber no dia 30 e que isso continua após se aposentar”, detalhou.

Carvalho afirmou ainda que a maioria dos funcionários das empresas públicas são contratados por regime de CLT e assim os remanejamentos dos concursados não iria causar grande impacto nas contas do governo. Além disso, garante que não há como solucionar o problema financeiro sem mexer na estrutura funcional por um motivo simples: há gasto demais e receita de menos. “Temos que entender é que nestes últimos 15 anos tivemos uma receita da qual não podemos reclamar, com 400% de aumento em relação ao início desse período. O problema é que também tivemos um aumento de 700% na despesa. É essa conta que não fecha”, explicou.

De acordo com ele, as adesões ao programa de demissão voluntária apresentado está sendo bem recebido pelos funcionários das públicas. “Temos funcionários excelentes nessas empresas. Eles serão aproveitados no Governo, mas não podemos mantê-las do jeito que estão hoje, com alto custo, sem mostrar o resultado que a sociedade espera. Se mantivéssemos essas empresas e elas entregassem resultado, não teria problema algum, o problema é o custo e orçamento muito altos e nenhuma efetividade”, compara.

Por fim, argumentou que o Fethab é uma contribuição que não tem a mínima pretensão de inviabilizar o setor produtivo, mas é imprescindível para tirar o Estado do lamaçal das dívidas e obras paradas. “Muito pelo contrário, não podemos matar a galinha dos ovos de ouro. No Fethab um, o governo tem R$ 450 milhões, o governo mandou à Assembleia a junção dos dois Fethabs com um cálculo de mais ou menos R$ 1,4 bilhão, estamos saindo de R$ 450 milhões para R$ 1,4 bilhão ou de R$ 900 milhões. Juntando os dois Fethabs, esse número salta para R$ 1,40 bilhão, um acréscimo de R$ 500 milhões. Ninguém faz isso no Brasil inteiro”, frisa.

FONTE FOLHAMAX

FOTO REPRODUÇÃO

Rufando Bombo

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