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As tragédias da insegurança pública/ por Emanuel Pinheiro

Um susto. Apenas um susto. Claro, acompanhado de muito medo e tensão. Foram segundos de pânico. Uma pequena fração de tempo que ficará eternizada na memória do meu amigo, o deputado estadual Pery Taborelli (PSC) e de seus filhos e funcionários. Aliás, todos só estão vivos para contar esta história, graças a experiência e destreza adquirida ao longo de décadas de serviços prestados à Polícia Militar de Mato Grosso, pelo nobre parlamentar. Pois se não, seria mais uma tragédia.

E é de tragédias que decidi falar no meu artigo desta semana. Afinal, dados oficiais apontam para um crescimento de mais de 25% no número de homicídios, de janeiro a abril deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Talvez você se pergunte por quê decidi mais uma vez tratar do tema segurança pública, neste espaço. A resposta é simples. Quantas famílias mais serão estilhaçadas, até que se tome uma providência enérgica para conter a onda de violência que assola as duas maiores cidades do meu Estado, Cuiabá e Várzea Grande ??
O episódio quase fatídico que envolveu meu amigo Taborelli só ganhou destaque na mídia local e nacional, por se tratar de uma autoridade. Aliás, a ousadia dos bandidos é tamanha, que no dia seguinte, no mesmo bairro onde o Coronel foi cercado por criminosos, oito pessoas de uma mesma família foram feitas reféns. Felizmente, apenas bens matérias foram levados. Poderiam ter sido vidas. E elas precisam ser tratadas com respeito e cuidado pelo Estado. Quantos cidadãos comuns terão de ver a morte de perto, para que o governo avalie com seriedade a necessidade de promover um choque de ordem, decretando tolerância zero aos criminosos?
Sendo 100% custeada pela União, a Força Nacional de Segurança é uma solução de aplicação imediata que tenho defendido. Atuando como força auxiliar e subordinada às Polícias Civil e Militar, vejo na convocação uma medida fundamental para que os índices alarmantes sejam reduzidos drasticamente. Porém, esta é uma decisão que cabe tão somente ao Executivo Estadual. Já ao Legislativo, apenas discutir e propor. Assim como eu, Taborelli também defende a ideia, que só reforça o trabalho dos nossos heróicos profissionais. Mais do que discutir, é hora de agir. A sociedade carece e merece uma resposta.
 
*Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo PMDB em Mato Grosso.

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