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A humildade venceu a arrogância/ por Rodrigo Rodrigues

A política é dinâmica, isso todo mundo está careca de saber. Eu sempre digo que ela é dinâmica dentro de uma esfera, em um círculo imaginário, como se fosse um planeta. É dinâmica se move e muda, mas uma hora acaba se repetindo, pois com toda movimentação não ultrapassa essa linha circular. Como exemplo, temos os acontecimentos dessas eleições que, com toda certeza, não são fatos inéditos.

Podemos fazer um corte e observar o que aconteceu de quatro anos para cá.

Pedro Taques foi eleito senador em 2010 e no final de 2014, já saia vitorioso das urnas em Mato Grosso. Taques, em sua curta carreira política, chegava ao tão cobiçado cargo de governador do estado. Poderoso, vendia a ideia de ter muita influência junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A Assembleia Legislativa, com uma ou duas exceções, se prostrou diante dele. Uma corja composta de centenas de políticos e empresários engrossavam a fila do “beija mão”.

Poderoso, paparicado e admirado, era o próprio “rei”. Até um conhecido meu, advogado, querendo ser mais realista que o próprio rei, o lançou para presidente da república, “nasce um presidente”, esbravejou!

Pedro Taques exalava arrogância, vendo todos se curvarem diante dele.

Eu continuei firme na minha tese e dizia que Taques não era do ramo, não dava conta de tocar nem um “bulicho”!

Ainda no final de 2014, assumia sua vaga no Senado um policial rodoviário filiado ao PPS de Rondonópolis, o jovem José de Medeiros.

Medeiros assumiu a vaga de senador sendo alvo de preconceito e até de uma tentativa fraudulenta de lhe tirarem o mandato. Não foram raras as vezes em que participou de cerimônias e eventos e seu nome sequer foi citado.

De cara assumiu um lado, defendeu com unhas e dentes suas ideias e sempre manteve a humildade. Não deixou o cargo lhe subir à cabeça.

Pausa, avançamos para final de 2018.

Pedro Taques sofre uma derrota vexatória nas urnas. Citado em duas delações premiadas, está fadado a uma morte prematura na política. Seus aliados o abandonaram. Não conseguiu se afirmar como uma liderança política.

Por outro lado José Medeiros saiu consagrado das urnas, sendo o segundo mais votado para deputado federal, terceiro na capital e caminha, caso Bolsonaro vença as eleições, para ser um dos homens fortes da República.

É, a coerência e a humildade venceram a arrogância e o oportunismo.

Vamos combinar que a decadência de Taques e a ascensão de Medeiros foram um excelente negócio para o povo de Mato Grosso!

Rodrigo Rodrigues. Graduado em gestão pública, jornalista e empresário.

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