• 23 de outubro de 2019

Acuado, Neymar, aos prantos, falou ainda no vestiário em deixar a Seleção

Um craque aos prantos, se contorcendo de dor e falando em ir para casa. Era a cena de Neymar no vestiário do Mané Garrincha, em Brasília, minutos depois de sair de campo no amistoso contra o Catar. As dores eram físicas – da torção no tornozelo, diagnosticada mais tarde como rompimento de ligamento -, mas principalmente emocionais.

Era um retrato de um jogador acuado e pressionado. A acusação de estupro e o desgastante processo de defesa – que incluiu a exposição de conversas íntimas e nova investigação, de crime virtual – cobraram preço. O choro, em desespero, passava mensagem clara: Neymar não teria condições psicológicas para atuar.

Neymar pedia para ir embora, dizia que queria ver a mãe, o filho, a irmã e só se acalmou com o pai no vestiário – liberação que causou desconforto pelo ambiente ser de uso restrito de atletas e do estafe da comissão técnica.

Tite viu no intervalo, além do tornozelo inchado, um jogador que lhe abraçava deitado, sem conter a emoção. Aos 27 anos, Neymar ainda é chamado de menino por muitos – e a cena chocante parecia a de uma criança indefesa, que sucumbiu aos piores dias da carreira de 10 anos. Sempre sob holofotes e grandes repercussões.

Foto: Antonio Lacerda/EFE

FONTE GLOBO ESPORTE

Rufando Bombo

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